*Marcus Henrique Wächter
Na avaliação da performance de um Hospital, muitas vezes somos levados a considerar prioritariamente os aspectos econômicos e financeiros, tais como o limite de comprometimento da receita com as principais rubricas de despesa, resultado total, endividamento e recursos financeiros disponíveis.
É claro que a melhoria contínua dos processos tem tudo a ver com a forma como o Gestor planeja, avalia e corrige a trajetória.
Mas não se engane, é a avaliação sistemática e sistematizada dos desfechos clínicos que cria base sólida para o aprimoramento assistencial e econômico do Hospital.
O Hospital deve ter bem presente e definido seu perfil epidemiológico-clínico, mapear processos (lean na saúde), definir e implantar protocolos e fixar os limites superiores e inferiores para os principais indicadores. Agindo desta forma, a plataforma para avaliação assistencial e da qualidade está montada, os resultados aparecerão e refletirão na melhoria do cuidado, na mitigação de riscos e aumento da curva de performance clínica e econômica.
Entre os indicadores a seguir prioritariamente, destacamos a média de permanência dos pacientes, taxa de ocupação, índice de giro de leitos, taxa de readmissão, taxa de infecção e índice de satisfação dos pacientes.
A avaliação dos desfechos clínicos começa pela análise do relato de alta (condições do paciente ao dar alta) e a média de dias que o paciente ficou internado para ter sua saúde restabelecida ou não.
A forma correta de avaliar os desfechos se dá através das comissões assessoras obrigatórias. Para funcionar, um Hospital de Ensino deve manter dezoito comissões.
Entendemos que o efetivo funcionamento das comissões de Revisão de Prontuários, de Óbito, de Infecção Hospitalar e do Núcleo de Segurança do Paciente, cria o marco adequado para uma Hospital avaliar e promover melhorias contínuas nos desfechos clínicos.
Conforme já disse o físico alemão, Albert Einstein, “não há maior sinal de loucura do que fazer uma coisa repetidamente e esperar a cada vez um resultado diferente”.
Pense nisto.
*Marcus Henrique Wächter – Administrador Hospitalar – Mestre em Saúde Pública – Sócio Consultor da Geesta