A ONA – Organização Nacional de Acreditação está lançando a nova versão do Manual Brasileiro de Acreditação para as Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde. A sétima edição do manual, que passa a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2014, vem com a chancela da ISQua – The International Society for Quality in Health Care (Sociedade Internacional para a Qualidade do Cuidado de Saúde). Com a certificação, a metodologia e os padrões de qualidade da acreditação ONA passam a ser reconhecidos internacionalmente.
O novo manual foi revisado por um Comitê Técnico, antes de ser submetido à aprovação da mais importante organização mundial de certificação na área de saúde e a única instituição que acredita os acreditadores. Para isso, alguns conceitos e diretrizes foram alinhados aos padrões internacionais, trabalho que contou com a participação de vários representantes do Sistema Brasileiro de Acreditação – ONA e de especialistas convidados.
Entre as principais mudanças do novo manual está o alinhamento de conceitos à taxonomia da Organização Mundial de Saúde – aplicando a Classificação Internacional para a Segurança do Paciente da OMS, para facilitar a comparação, mediação, análise e interpretação de informações sobre os cuidados em saúde. Outro critério apregoado pela ISQua – o paciente como centro do tratamento – também fica mais evidente no manual, com a participação do paciente ou familiar nas decisões relacionadas ao seu tratamento.
A publicação está dividida em cinco seções: Gestão e Liderança; Atenção ao Paciente/Cliente; Diagnóstico e Terapêutica; Apoio Técnico; e Abastecimento e Apoio Logístico que, por sua vez, estão distribuídas em subseções. Algumas, como é o caso das subseções Liderança, Gestão de Pessoas, Gestão Administrativa, Gestão de Suprimentos, Gestão da Segurança Patrimonial e Gestão da Estrutura Físico-Funcional possuem um impacto sistêmico e devem ser analisadas na organização como um todo. Outras, como a Gestão do Acesso, da Assistência Farmacêutica e da Assistência Nutricional devem ser avaliadas juntamente com outros processos, pois têm impacto direto na assistência.
Segundo os organizadores do manual, cada subseção deve ser entendida como processo e jamais como setor ou unidade. “Para isso é importante entender que os processos não ocorrem somente dentro dos setores, como é o caso da Assistência Farmacêutica, que possui um processo muito maior do que as atividades desenvolvidas dentro do setor da farmácia,” exemplificam.
Essa é a razão da subseção “gestão da qualidade”, presente na versão de 2010, ser excluída na nova versão, pois existia uma interpretação errônea de que devia ser desenvolvida por um setor ou grupo de pessoas encarregadas de executar as atividades nesse sentido. “Muitos desses setores ou grupo de pessoas acabavam atuando de forma separada da gestão e liderança, enquanto os outros setores entendiam que as responsabilidades dos aspectos relacionados à qualidade cabiam apenas à área específica”, justificam os organizadores.
Com a mudança, a ONA enfatiza e reforça que a responsabilidade pela Gestão da Qualidade não acontece em um setor ou unidade exclusivamente, mas através da interação e do comprometimento de todos os envolvidos.
O Manual Brasileiro de Acreditação para Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde – versão 2014 será apresentado oficialmente pela ONA no dia 16 de setembro próximo. A partir dessa data, a publicação estará à venda em seu site (www.ona.org.br).
Fonte: site da ONA