“Aprendemos o valor do bem estar físico, mental e social das comunidades e a cuidar mais de quem cuida”.
Marcus Henrique Wächter
Em um momento nunca visto no mundo, a pandemia do Covid-19 se instalou em nosso meio afetando a normalidade e implantando um estado de caos.
Em meados deste ano assistimos incrédulos o avanço da doença na China e a repatriação de brasileiros vindos da província de Wuhan direto para uma quarentena em uma base militar em Anápolis-GO.
O avanço de novos casos em todos os continentes alertou a opinião pública para o problema e abriu um grande fórum de debates acerca do tema e para a busca de soluções para as áreas da saúde, economia, convivência social e sustentabilidade.
Passados quatro meses da chegada dos repatriados, o que mudou na realidade brasileira? O que aprendemos com a doença e o seu enfrentamento?
Aprendemos que a autonomia dos poderes nem sempre beneficia a maioria e que o pacto federativo brasileiro não oferece a necessária segurança aos cidadãos. Ambos podem ser usados para o bem ou para o mal.
A excessiva centralização tributária em favor do ente federal enfraquece a autonomia do município, para quem sobra todo o ônus da crise sem a justa contrapartida econômica.
Aprendemos que cada vez mais devemos formular planos de saúde baseados na prevenção, promoção da saúde, educação, vigilância e ações de redução de danos.
Aprendemos que os Hospitais devem alinhar-se ao mercado e serem dimensionados para um tamanho possível, criando a necessária harmonia entre receitas, despesas e resultados.
Aprendemos que os Hospitais devem monitorar constantemente o mercado, definindo e difundindo seu perfil epidemiológico, criando sinergia e oferecendo segurança para todos os públicos.
Aprendemos que o sistema de saúde e os Hospitais devem ter planos de contingência para enfrentamento de crises, catástrofes e pandemias.
Aprendemos acerca da importância dos modelos de gestão, baseados no planejamento, coleta diária de dados e tratamento e análise de informações. A compreensão do cenário é meio caminho andado para a busca de soluções. O ciclo do PDCA nunca foi tão necessário quanto agora: planejar, fazer, verificar e agir.
Por fim, aprendemos o valor do bem estar físico, mental e social das comunidades e a cuidar mais de quem cuida.
Devemos planejar mais.
Devemos fazer mais.
Devemos controlar mais.
Devemos agir.